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Em Cuaró, o combate esquecido - Dez palcos da Revolução Farroupilha
 

O vento que fustiga sem parar o vilarejo de Cuaró parece ter varrido da memória o último confronto entre farroupilhas e imperiais, ocorrido em 29 de dezembro de 1844, dentro do Uruguai, nos estertores da maior guerra civil já travada no Brasil. É um combate esquecido. Do lado de cá, não se faz questão de lembrá-lo. De parte dos uruguaios, seria melhor que não tivesse acontecido.

Foi uma batalha deslocada do território gaúcho e também do momento político, pois já se negociava um tratado de paz. Não se esclareceu por que o coronel Bernardino Pinto decidiu continuar uma rebelião que estava perdida. Seria um inconformado que agiu por conta e risco? Um rebelde mais rebelde que Bento Gonçalves, Souza Netto e outros?

O fato é que Bernardino não teve chances. Foi destroçado pela tropa imperial de Vasco Alves Pereira — comandante da Guarda Nacional e oficial de confiança de Bento Manuel Ribeiro — junto ao arroio Cuaró, afluente do Rio Quaraí, no Departamento de Artigas. A favor de Bernardino, a sua bravura: não se entregou, só foi aprisionado depois de ferido.

Na uruguaia Artigas, pesquisadores sabem do combate, mas dispõem de escassas informações. Olga Marcela Pedrón García da Rosa, 76 anos, justifica que seu país excluiu o episódio da história. Explica que o caudilho José Fructuoso Rivera (1784-1854), presidente da República Oriental do Uruguai por períodos que coincidiram com a Revolução Farroupilha, não queria encrencas com o Império do Brasil. O Uruguai recém conquistara sua independência, pretendia evitar novas broncas.

— Aqui, como é território oriental, não é conveniente saber isso. Não é um assunto muito conhecido — diz Olga Marcela, professora de História.

Fructuoso Rivera era tão zorro — o esperto guaraxaim do pampa — como os caudilhos rio-grandenses. Não confiava nos propósitos separatistas dos farrapos, achava que Bento Gonçalves só pressionava o Império para obter vantagens. Don Frutos afinava-se melhor com o imperial Bento Manuel Ribeiro. Chegou a se oferecer como intermediário para um acordo, mas não foi aceito.

Cuaró é daqueles povoados do pampa que quase sumiu do mapa quando o trem de passageiros parou de apitar. O último censo apurou 142 moradores, sendo 69 adultos e 49 anciãos. Um deles é o viúvo Manolo Machado, 82 anos, que caminhava mancando, em agosto, por ter sido pisado no pé pelo cavalo.

— Foi um pequeno acidente — diz o velho gaúcho, inocentando o animal.

Moradores ignoram confronto brasileiro

Se for perguntado sobre caudilhos uruguaios, como Aparício Saraiva, Manolo responderá prontamente. Agora, se a indagação for sobre o embate de Cuaró envolvendo os farroupilhas, pedirá desculpas por ignorar o assunto. O mesmo fará Mirta Echenique, 76 anos, viúva do ex-chefe da estação ferroviária local.

— Não, nada. Não que eu saiba — responde.

Não fosse o alarido dos bandos de caturritas, Cuaró mergulharia no silêncio. A rotina escoa lentamente, ao ritmo do vento. A médica aparece no posto de saúde a cada 15 dias. O ônibus que leva à cidade de Artigas só opera duas vezes por semana. O único agente policial, Washington Roberto Montero, 40 anos, não se preocupa com crimes, nunca precisou usar a arma em uma década de serviço.

— Atuo mais como policial comunitário, ajudando em tarefas da escola — diz Montero.

Depois da morte do marido, em 1992, Mirta pesquisou a história do lugar. Nada achou sobre vestígios dos farrapos. Mas descobriu o significado de Cuaró na língua indígena: "fonte de água amarga".

Baú farrapo

Os moradores de Cuaró foram beneficiados pelo programa Movimento de Erradicação de Vivendas Insalubres (Mevir), do governo uruguaio, que substituiu as velhas casas por residências de alvenaria. Um dos objetivos é eliminar o inseto transmissor do Mal de Chagas, o barbeiro, que se esconde em frestas de paredes de barro.

É exuberante a natureza na região de Cuaró. Viajantes podem avistar emas nos campos, além de bandos de jacus em matas à beira de arroios. Revoadas de caturritas também dão espetáculo.

Militares envolvidos na Revolução Farroupilha pertenciam à Guarda Nacional, como o imperial Vasco Alves Pereira, que derrotou Bernardino Pinto no Cuaró. Criada em 1831, a Guarda Nacional tinha o propósito de enfrentar as insurreições das províncias. Era integrada por grandes estancieiros e suas milícias particulares.

O caudilho Fructuoso Rivera, que teria ignorado o combate de Cuaró, foi acusado de ordenar o extermínio dos remanescentes indígenas charruas no Uruguai. Também foi responsabilizado por tentar liquidar com o Cimarrón, o cachorro selvagem que se multiplicou pelo pampa e atacava os rebanhos. Salva da extinção, a raça é cultuada hoje por criadores gaúchos e uruguaios.

Na etapa final da guerra civil, quando o Império do Brasil apertou o cerco, alguns farrapos combateram até a

morte. Um deles foi o major Joaquim Teixeira Nunes, comandante dos Lanceiros Negros. Logo depois do massacre no Cerro dos Porongos, foi morto no confronto do Arroio Grande, em 28 de novembro de 1844.

Fonte: Zero Hora

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